Limeira e Zezinha
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Luizinho, Limeira e Zezinha – Trio Orgulho do Brasil

Olá amigo amante da música sertaneja e leitor do Sertanejo Oficial, hoje você vai conhecer um pouco sobre a história do Trio Luizinho, Limeira e Zezinha – Trio Orgulho do Brasil. Com ajuda das pesquisas da jornalista Sandra Peripato.

Luizinho, Limeira e Zezinha

Foto: Internet

Luís Raimundo, o Luizinho nasceu em São Paulo-SP em 1916 e faleceu também na capital paulista em 19 de maio de 1983. Seu irmão Ivo Raimundo, o Limeira também é paulistano e nasceu em 30 de agosto de 1924, e faleceu em Soraocaba-SP em 10 de janeiro de 2010. Carmela Bonano, a Zezinha, também nasceu em São Paulo-SP no dia 16 de janeiro de 1928 e faleceu em Perdizes-SP em 11 de maio de 2002.

Luizinho iniciou sua carreira artística no ano de 1939 cantando em dupla com Mariano (o mesmo da dupla Caçula e Mariano, que fazia parte da Turma Caipira de Cornélio Pires). Desfeita a dupla com Mariano, Luizinho passou a cantar em dupla com Diogo Mulero, o Palmeira, no período que se estendeu de 1946 a 1952. Gravaram os sucessos “Cavalo Preto”, “Boiadero Bão”, “Burro Picaço”, “Baldrana Macia”, “Paraná do Norte”, “Chão de Minas”, “Chofer de Estrada”, “O Crime de Maringá” e “Bom Jesus de Pirapora” entre outros. Nesse período conheceram a acordeonista Carmela Bonano, a Zezinha, formaram um trio que logo se desfez.

A dupla Palmeira e Luizinho foi, por sinal, a que lançou o gênero musical conhecido como moda campeira, cujas letras falam de situações na vida do campo, tendo o acordeom como o principal instrumento musical; o violão e a viola acompanham o acordeom numa batida semelhante à do rasqueado.

A dupla se desfez em 1953, no entanto Palmeira e Luizinho chegaram a se reunir novamente em 1956 tendo gravado um disco 78 rpm na RCA contendo “Doutor Promessa” e “Boliviana”.

Quando a dupla se desfez, Palmeira passou a cantar com Biá, e Luizinho formou dupla como Nenete (que havia cantado antes na dupla “Nenete e Ditinho” e também no “Trio Saudade”, com Ninão e Nininho).

Nenete adotou o nome artístico de Limeira na dupla com Luizinho, com quem cantou durante um ano, de 1952 a 1953 e, nessa formação, a dupla Luizinho e Limeira gravaram 10 discos 78 rpm na com os sucessos “1500 Cabeças”, “Gaúcho Amigo”, “Tapera Caída”, “Litoral Brasileiro”, “Goiás do Sul” e “Rio Grande do Sul”, entre outras. Nas gravações, a dupla contou com o acompanhamento de Zezinha no acordeom. Após a dupla com Luizinho, Nenete formou dupla Dorinho e junto com Nardelli Formaram o Trio de Ouro.

O nome artístico Limeira já foi adotado por diversos artistas sertanejos, inclusive o compositor Sulino. Desfeita a dupla com Nenete, em 1954, Luizinho passou a fazer dupla com seu irmão Ivo Raimundo para substituir o Nenete passando a ser o novo Limeira. Zezinha acompanhou vários artistas sertanejos entre eles Tonico e Tinoco durante 8 meses. Ao lado de Luizinho e Limeira em 1954, tornaram-se Luizinho, Limeira e Zezinha – Trio Orgulho do Brasil.

Em 1956, conquistaram o Prêmio Roquette Pinto (o mais cobiçado prêmio do rádio brasileiro). E em 1958 ganhou o “Troféu Viola Dourada” como melhor trio. E Zézinha também ganhou o prêmio como melhor sanfoneira e também gravou alguns discos como solista ao logo da carreira.

Luizinho, Limeira e Zezinha – Trio Orgulho do Brasil – Casamento é uma Gaiola

Um fato marcante na história da musica caipira aconteceu com eles. no dia 24 de setembro de 1960, numa apresentação no Circo-Teatro Estrela Dalva na cidade de Itanhaém-SP, Zezinha abria a apresentação do trio. Como era de costume, cantando sozinha a primeira música, quando um sujeito por nome Edmundo Freire, invadiu a cena e esfaqueou-a, ferindo-a na mão, na perna e no pé, além de 11 furos no fole da sanfona. Edmundo queria ser o marido de Zezinha e declarava que se ela não ficasse com ele, não ficaria com mais ninguém.

A “Imperatriz da Harmônica” (Zezinha) levou quase dois meses para se recuperar dos ferimentos e do susto. Esse atentado passou a fazer parte da história do trio, tendo originado um de seus maiores sucessos que foi “O Crime do Circo”, música essa que acabou se transformando também numa peça teatral.

Seus maiores sucessos foram: “O Menino da Porteira”, “Pretinho Sabiá”, “Pé na Tábua”, “Romaria”, “Pretinho Aleijado”, “Lenço Preto”, entre outros. Em 1974, Luizinho precisou parar de cantar e de viajar, devido a um câncer na garganta. No entanto, eles ainda continuaram com suas apresentações com Limeira fazendo a primeira voz e a segunda voz a cargo de um irmão da dupla conhecido como Zé Coqueiro.

Luizinho também chegou a formar em 1982 uma dupla com o compositor Jeca Mineiro, aparecendo na capa do disco e com alguns dos grandes sucessos dos dois renomados compositores, tais como “Dama de Vermelho”, “Pé na Tábua”, “Não Beba Mais Não”, “Felicidade de Matuto” e “Fuscão Preto”. No entanto, a voz que cantou com Jeca Mineiro foi na verdade a voz do Zé Coqueiro, irmão de Luizinho. Além do câncer na garganta, um grave problema respiratório emudeceu Luizinho, que faleceu em 1983. E, com isso o trio se desfez para sempre, já que, após o falecimento de Luizinho, Zezinha se afastou totalmente da vida artística e faleceu em 2002. Limeira passou a dar aulas sobre produtos cosméticos cantando só por brincadeira. Faleceu em janeiro de 2010.

Espero que tenham gostado, semana que vem tem mais curiosidades e histórias da nossa música sertaneja, grande abraço.

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